Oftalmologista especialista em catarata: como é a consulta, o tratamento e a cirurgia
Como oftalmologista especialista em catarata, explico: resumidamente, realizamos com precisão o diagnóstico, tratamento, cirurgia e acompanhamento da condição.
A catarata é uma das causas mais comuns de perda progressiva da visão, especialmente com o envelhecimento. Ela acontece quando o cristalino, que é a lente natural do olho, perde a transparência e passa a dificultar a entrada adequada da luz.
Na prática, o paciente pode perceber visão embaçada, piora para dirigir à noite, sensibilidade à luz, cores mais apagadas, dificuldade para leitura ou necessidade frequente de trocar os óculos. Em alguns casos, a catarata evolui aos poucos e a pessoa demora a perceber o quanto a visão já foi comprometida.
Então quando alguém procura por um oftalmologista especialista em catarata, a consulta não deve servir apenas para confirmar se existe doença. O mais importante é entender o quanto ela interfere na visão, se há outras doenças associadas e qual é o melhor momento para tratar.
Preparei um artigo para falarmos um pouco mais sobre o assunto. Confira.
O que faz um oftalmologista especialista em catarata?
Nós, oftalmologistas especialistas em catarata, avaliamos o cristalino, medimos o impacto da opacidade na visão e definimos se o caso deve ser apenas acompanhado ou se já existe indicação de cirurgia.
Esse atendimento também envolve planejamento. Antes de operar, é preciso avaliar a saúde do olho como um todo, calcular a lente intraocular que será implantada e alinhar as expectativas do paciente em relação ao resultado visual.
A catarata não é tratada de forma igual para todos. Dois pacientes podem ter catarata e receber condutas diferentes. Isso porque idade, sintomas, rotina visual, grau, astigmatismo, córnea, retina e outras condições oculares interferem na decisão.
E a importância desse cuidado aparece também nos números.
- A catarata continua sendo uma das principais causas de perda visual no mundo e, quando passa a comprometer a rotina, a cirurgia é o tratamento efetivo. Em 2024, foram realizadas cerca de 1,8 milhão de cirurgias de catarata no Brasil, segundo levantamento da Faculdade de Medicina da USP.
- Mais do que o volume de procedimentos, o que chama atenção é o impacto na vida do paciente. Estudos analisados pela American Academy of Ophthalmology mostram que a cirurgia de catarata tem efeito positivo importante na função visual e na qualidade de vida, com até 90% dos pacientes relatando melhora funcional e satisfação visual após a cirurgia do primeiro olho.
Como é a consulta com um oftalmologista especialista em catarata?
Na consulta, começo ouvindo a queixa do paciente: quando a visão começou a piorar, quais atividades foram afetadas e se há dificuldade para ler, dirigir, trabalhar, usar telas ou reconhecer detalhes.
Depois, realizo a avaliação oftalmológica, que pode incluir medida da acuidade visual, refração, exame do cristalino, pressão intraocular e avaliação do fundo de olho.
Em casos com indicação cirúrgica, outros exames entram no planejamento – como a biometria ocular, avaliação da córnea e exames da retina.
Esse processo é importante porque a catarata pode ser a principal causa da baixa visão, mas não necessariamente a única.
Quando procurar um especialista em catarata?
Vale procurar avaliação quando a visão começa a interferir na rotina. Alguns sinais merecem atenção:
- visão embaçada ou “nublada”;
- dificuldade para dirigir à noite;
- ofuscamento com faróis ou luz forte;
- cores menos vivas;
- trocas frequentes de óculos sem melhora satisfatória;
- dificuldade para leitura ou tarefas de precisão.
Também é indicado avaliar a catarata quando outro profissional já identificou opacidade no cristalino, quando há diagnóstico prévio em acompanhamento ou quando o paciente deseja entender se já está no momento de operar.
A retina também precisa ser avaliada antes da cirurgia de catarata?
Sim. A retina deve ser considerada no planejamento, especialmente em pacientes com diabetes, degeneração macular relacionada à idade, alta miopia, histórico de doenças retinianas ou queixas como distorção, manchas na visão ou perda de nitidez que não melhora com óculos.
A cirurgia de catarata remove o cristalino opaco, mas a qualidade da visão depois do procedimento também depende da retina, da córnea e do nervo óptico. Por isso, avaliar apenas a catarata pode ser insuficiente.
Em alguns casos, exames como OCT ajudam a identificar alterações na mácula que não aparecem de forma evidente no exame clínico. Essa informação muda a conversa sobre expectativa visual, tipo de lente intraocular e acompanhamento.
Tratamento da catarata: quando e como acompanhar?
Nem toda catarata precisa ser operada imediatamente. Quando a opacidade ainda é inicial e não atrapalha a rotina, o acompanhamento pode ser suficiente.
Nessa fase, é possível ajustar óculos, melhorar iluminação, acompanhar sintomas e observar a evolução. Mas esses cuidados não revertem a catarata. Eles apenas ajudam enquanto a perda de transparência ainda não compromete de forma significativa a visão.
Quando a catarata passa a prejudicar as atividades do dia a dia ou limita a qualidade visual do paciente, a cirurgia se torna a principal forma de tratamento.
Como é feita a cirurgia de catarata?
A cirurgia de catarata é o tratamento definitivo e eficiente para quem está com a visão comprometida pelo quadro. Ela consiste na remoção do cristalino opacificado e no implante de uma lente intraocular. A técnica mais utilizada é a facoemulsificação, em que o cristalino é fragmentado e aspirado por meio de micro-incisões.
Na maior parte dos casos, é um procedimento realizado com anestesia local e sem necessidade de internação hospitalar prolongada. O paciente não sente dor e fica confortável durante o procedimento.
Ainda assim, não deve ser tratado como algo simples no sentido de dispensar planejamento e atuação de um oftalmologista especialista.
Cada olho precisa ser avaliado individualmente. Quando os dois olhos têm indicação cirúrgica, normalmente o planejamento considera um olho por vez.
O que é a lente intraocular e por que ela faz parte do planejamento
A lente intraocular é a lente artificial implantada no lugar do cristalino removido. Ela não é um detalhe da cirurgia: é uma das decisões mais importantes do planejamento.
Existem diferentes tipos de lentes intraoculares, como monofocais, tóricas e lentes com propostas de maior independência dos óculos em determinadas distâncias. A escolha depende de critérios técnicos, como biometria ocular, astigmatismo, características da córnea, saúde da retina e perfil visual do paciente.
Como é o pós-operatório da cirurgia de catarata?
O pós-operatório costuma ser tranquilo, mas envolve cuidados: uso de colírios, atenção para evitar trauma ou contaminação, retornos programados e acompanhamento da recuperação visual. Em alguns casos, a recuperação é mais rápida e em outros exige acompanhamento mais próximo. Com meus pacientes, faço esse acompanhamento.
Como escolher um oftalmologista especialista em catarata
Como oftalmologista e cirurgião especialista em catarata, recomendo avaliar se o médico realiza uma consulta cuidadosa, explica os exames, analisa a retina quando necessário, discute as opções de lente intraocular com responsabilidade e tem experiência cirúrgica.
Se você já recebeu diagnóstico de catarata ou percebe que a visão está prejudicando sua rotina, a consulta especializada é o primeiro passo para entender o momento certo e o tratamento mais adequado.
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FAQ – Perguntas Frequentes sobre oftalmologista especialista em catarata
Não. Até o momento, não existe colírio capaz de reverter a catarata. Quando a catarata passa a comprometer a visão de forma relevante, o tratamento efetivo é cirúrgico.
A maioria. Cataratas iniciais podem ser acompanhadas quando não causam prejuízo importante à visão ou à rotina. Mas a cirurgia é considerada quando a opacidade passa a limitar atividades, segurança ou qualidade visual.
Muitas vezes, sim. Mas a retina precisa ser avaliada antes, porque doenças retinianas podem influenciar a expectativa de visão depois da cirurgia e a escolha da lente intraocular.
